domingo, setembro 9

Que texto é esse?




Sabe, as pessoas cagam.


Cagam no sentido literal da palavra. Cagam merda. Que nem eu e você. Todos os dias. Ou então um dia sim outro não. Somos todos iguais. Que incrível pensar que algo me liga à Madonna. Claro! Nós duas em algum momento, vamos ao banheiro. Uau.


Também cagam para o outro, cagam pra vida.


Ninguém ta ligando. Ninguém realmente está ligando. Tudo bem, pensar que estar ligando não é ligar. Eu acho que a saída é não pensar. Fica tudo mais fácil assim. Estão todos seguindo suas vidas, ora bolas.


Hoje mesmo eu estava escutando música. Sim, essa magnífica expressão artística que meche profundamente com todas as minhas percepções. Pois bem... Estava escutando tantas músicas, que não conseguia prestar atenção nos meus próprios pensamentos.


Puts, difícil de acreditar, mas é verdade.


Uma prolixa também tem seus momentos de extremo casulo. E por que não?
Um casulo maravilhoso, cheinho de Chico, Mutantes, Cazuza e Barão.
Tudo de bom na verdade.



Ah, e hoje? Hum
Hoje vai ser o máximo.
Sol, unhas, depilação... Vou acabar uma verdadeira beldade.


Semana. Semana: Liberdade. Novamente a liberdade. Já tinha me esquecido. Como era bonito... Aproveitar a liberdade. Interna que eu digo...
‘Estar-se preso por vontade...’. Pô, pior que é verdade.


Não quero nem ver a merda que vai dar. Sabe? Quando perceberem que isso tudo é uma balela. Linda, lúdica. Mas ainda assim, uma balela.


Por isso que eu digo: Esperto é o gato que já nasce de bigodes. E eu estou com os meus até agora. Portanto...


Um bom mergulho segunda, caipirinha, Ice? Não mais..., hum... Terça. Terça... o que vem terça? Terça, claro! Terça, meu dia internacional do nãoseioquevoufazer.


Sexta, showzinho? Quem tá dentro?






ps: Por favor, não tente enteder o que a foto tem a ver com o texto. Nem o que cagar tem a ver com liberdade. Nem liberdade tem a ver com gatos e seus bigodes. Nem nada tem a ver com show de sexta. Ou seja, não canse tentando entender nada.


-


quinta-feira, setembro 6

Eu adoro pensar, admito.

Eu estava pensando na vida. (Juro, nada pretensioso ou comum em minha rotina, não é?!)
Agora não penso mais. Tento ao menos.


Me flagro escrevendo cartas que nunca enviei, nem vou enviar a alguém que não conheço. Talvez esse alguém seja eu mesma. Talvez seja esse o segredo. Quem sabe isso não é mais bem um segredo.

Busco em mim uma certeza que minha racionalidade (sim, eu preciso dela para viver, por mais que eu não goste) que nitidamente percebo que não existe.

A síndrome de Descartes invade meu peito. Penso, logo existo. E é só o que posso afirmar a vocês. Meus sentidos me enganam. Minha cabeça também. Minha vida é de outro tempo que não o agora, e escuto que somos pouco além de nós senão o meio, somos o meio e o pouco além de nós. Mas como se eu simplesmente não me sinto parte integrada de meio algum?

Entro no Orkut. Entro na escola. Ando por entre a gente passante de todos os dias, e observo. Vim e observo. O ser humano novamente com sua ‘obviabilidade’ surpreende o ser pensante. Seja ele qual for.

São tantos os rostos. E as ideologias. Mas, pra quê?

Meu Deus. (Se é que Deus existe. Se é que Deus é realmente esse Deus idealizado pelos podres, tolos e inconseqüentes seres humanos)

Tudo é absurdamente mutável. Variável e inconstante. Não vale a pena.
Existe uma pessoa dentro de mim. É essa pessoa que acredita que enquanto um não estiver bem, enquanto alguém sofrer algum tipo de opressão, dor, ou situação realmente difícil, o resto como um todo também não pode estar bem.

Até aí, ok.

Antes fosse só isso. São várias dentro de mim. Uma outra individualista percebe a luta vã que somos estimulados constantemente a travar.

O equilíbrio se faz. Chega em mim aquela verdade, de que só podemos mudar o meio em que estamos inseridos com uma parcela de poder. (imposto não por nós, mas pelo próprio sistema integrado da sociedade que já nos sufoca a gerações...) E esse poder só chegará a partir do momento em que estamos ‘correndo a trás’ de nossos próprios rabos. Cuidando de nossas vidas. Conscientes, sim. Apoiando moralmente os desfavorecidos, sim. Mas, procurando encontrar uma parcela de segurança mínima para realmente ajudar aqueles que precisam.

Ora porra, seria eu então, uma porca burguesinha disfarçada de socialista fajuta?
Talvez, quem sabe.

Deve existir sim essa burguesinha cheia de medo dentro de mim. Medo de perder a segurança e as próprias certezas. Deve não, existe. Pronto. Assumo.

Ainda assim, mesmo que burguesa, procuro. Vejo o quanto a própria burguesa pode ser tola. Afinal, não é tudo relativo? Sim, é.
Mas, não tenho apenas a certeza de que eu existo? Sim, tenho.
Pois bem, a contradição está à sua frente. Encaro-a com coragem, sem perder a pose.
Ela faz parte de mim, não vai me machucar. Nada além do que eu determino pode me machucar. Vou aceita-la, e para de pensar.
Sim... Pensar. Tentar parar.

Tenho um vício. Eu adoro pensar, admito.

Nem sempre Chico Buarque é a melhor pedida.


'Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam
mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita
Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita
Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei '

Tá, parei.

quarta-feira, agosto 29

Eu não queria me apropiar de nenhuma foto de outro momento que não fosse esse.


.

domingo, agosto 19

Ave Lucifer




As maçãs envolvem os corpos nus
Nesse rio que corre
Em veias mansas dentro de mim
Anjos e Arcanjos não pousam neste Édem infernal...
E a flecha do selvagem
matou mil aves no ar...




Quieta, a serpente,
se enrola nos seus pés,
É Lúcifer da floresta ...
que tenta me abraçar...






Vem amor, que um paraíso
num abraço amigo
sorrirá pra nós
sem ninguém nos ver
Prometa, seu amor macio
como uma flor cheia de mel
pra tme embriagar
Sem ninguém nos ver






Tragam uvas negras
Tragam festas e flores
Tragam corpos e dores
Tragam incensos e odores






Mas tragam Lúcifer pra mim
Em uma bandeja pra mim...





.

domingo, agosto 5

123587


.

As crianças sonhadoras são extremamente solitárias.

Extremamente...solitárias...

.

Só o básico.


Aquilo que se esconde atrás do que não se pode deixar de ver torna-se o mais difícil, meu caro. Nós tornamos tudo difícil. Tente entender, que nem sempre o improvável é a solução. Está tudo perfeitamente claro. Sim, claro. Reto e claro. Em uma daquelas cenas americanas aonde a moça bonita fala para ele : 'eu sempre te amei.'
Nos perguntamos por que a ignorância do cara não permitiu que ele enxergasse aquela mulher maravilhosa que estava à sua frente, cheia de amor e amizade para dar.


Quantas 'moças bonitas' você já não deixou escapar na sua vida, simplesmente por não perceber que talvez tudo que você queria estava a sua frente? Por querer encontrar aquilo que você simplesmente não pode ter no momento, e sofrer com isso.


Humm. Que merda hein!?
.