domingo, agosto 2
sem rio card.
nessas férias prolongadas sinto um misto de felicidade e agonia, alegria e medo, tranquilidade e culpa... quando fiquei sabendo que só voltariamos a estudar no dia 10, fiquei tão animada! pensei em como usaria bem esses meus 5 dias a mais de férias... mas em pouco tempo isso passou. caiu a ficha! não estamos em casa 'à férias' caramba! os casos de gripe suína cresceram demais! demais! derrepente o medo que os alunos fiquem doentes é tanto que nos mandaram ficar em casa. todos nós!
perto da casa de um amigo, uma conhecida dele, que por sinal tinha muito dinheiro, adoeceu em 5 dias e morreu em seguida. a família fez o que podia enquanto a menina lutava contra a gripe. a levou aos melhores médicos, comprou um remédio que é uma fortuna... e no entanto, de uma semana para a outra, a garota que tinha mais ou menos a minha idade derrepente morreu.
parece que o raio da gripe atinge até dois metros de distância. se você entra no elevador errado, esquece. fudeu para você. rs
perceber que derrepente o que me atormenta não é mais a fome, a miséria, e coisa do tipo e sim um fenômeno desse tipo é desesperador. porque não há quem escape. é quase uma questão de sorte. ou não. rs
voltando... ainda no pensamento das férias, depois que essa coisa toda da gripe passou em minha mente, me senti livre de novo para curtir aqueles momentos de tranquilidade, em casa, no cinema ou seja onde for... sem escola, sem nada! não demorou muito para que a culpa chegasse falando que o certo seria eu me matar de estudar, uma vez que se não for uma gripe a acabar comigo, fatalmente será o futuro vestibular.
ahhhh como isso me deprime.
eu sei que é utópico de minha parte pensar em todos enquanto seres humanos que merecem as mesmas oportunidades, os mesmos níveis de instrução.... mas nada me mostra que não deve ser assim! porque apenas alguns podem entrar em faculdades federais? porque não todos?! todo país deveria arcar com essa responsabilidade...
AHHHH
não sei o que está acontecendo comigo. questões assim me deixam indignada.
sexta-feira, maio 22
quarta-feira, maio 6
segunda-feira, abril 27
solidão
eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
como um deus e amanheço mortal
e assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
ver que toda essa procura não tem fim
e o que é que eu procuro afinal?
um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
o que não pode ser dito, afinal
ser um homem em busca de mais, de mais...
afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...
solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
como um deus e amanheço mortal
um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
o que não pode ser dito, afinal
ser um homem em busca de mais...
sábado, março 21

quando ela chora não sei se é dos olhos para fora, não sei do que ri
eu não sei se ela agora está fora de si, ou se é o estilo de uma grande dama
quando me encara e desata os cabelos, não sei se ela está mesmo aqui
quando se joga na minha cama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é a tal
sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual
quando ela mente, não sei se ela deveras sente o que mente para mim
serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama?
quando vestida de preto dá-me um beijo seco, prevejo meu fim
e a cada vez que o perdão me clama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é demais
talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz
eu não sei se ela sabe o que fez
quando fez o meu peito cantar outra vez...
quando ela jura, não sei por que Deus ela jura
que tem coração
e quando o meu coração se inflama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é assim
nunca será de ninguém, porém eu não sei viver sem
e fim.
então é isso.
traição tem gosto de prazer e morte.
e não há nada que se possa fazer.
algo morre lá dentro, e não volta a ser o que era antes...
acho que é o respeito. pelo menos, sobre certos aspéctos.
muda, transforma o ser; determina suas futuras ações.
é o tipo de ferida que, quando feita pela mão certa, pode até
parar de sangrar. mas continua doendo.
não se pode escapar. qualquer lugar escondido de seu subconciente
pode te levar a uma memória daquelas.
há certas viagens que eu prefiro dispensar...
