quinta-feira, outubro 23

sem mistérios



sem vontade de levantar
só quero minhas férias

quinta-feira, outubro 16

sol, 15 de outubro

todo dia deveria ser Dia do Professor.


ontem eu passei meu dia inteiro na praia. passei amando e nadando, como uma criança que tem medo de dormir e luta contra o próprio sono, sem saber se terá aquela mesma realidade quando acordar.

o sol queimou meus cabelos, minha pele...
e foi tão bom.


desse momento me lembro em especial das brincadeiras na água, quando fui carregada e derrepente fiquei leve como um saco de biscoito O Globo (sim, biscoito!) que por sinal, nem cheguei a comer :~


para ser franca, não sei bem porque insisto em colocar essas palavras aqui.
há um infinito no silêncio, e certas coisas não nasceram para serem descritas.


fica então, só o registro de algo que daqui a muito vou lembrar ao reler o velho blog.
como tudo por aqui, aliás.

sábado, setembro 27

menos um.



Você é só mais um no meio da multidão

E com tanta calma; e com tanta fúria
Rasgou em um tempo distante lenta e profundamente
O meu coração.

E esse sentir que de certo, nunca fez sentido
Nunca se fez sentir a não ser em mim mesmo
A não ser, em mim mesmo.

E porque se colocou, porque chamou minha atenção?

Você é só mais um no meio da minha multidão.
Mais um...

Menos um no meu coração
Somente no meu coração.

segunda-feira, setembro 8


Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, eu não fui

Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu

Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar e aonde ir
Mas não me pede pra voltar





Renato Russo

porque sempre existe uma puta.



é incrível.
sempre existe uma puta no caminho.

as vezes demora,
as vezes é breve.

mas aquele cheiro de podre que ela deixa sempre aparece.

não agüento a puta.
aquela meretriz, vagabunda.

que passa pela minha história
e ainda banca a boa moça;



queria eu, pegar meus dedos e envolver sua garganta
lentamente destruir cada ossinho, cada suspiro

acabar com o toque de sua pele,
passar a ferro seus dedos,
destruir a vida que envolve teus lábios.


lábios esses que me feriram;


tão profundamente que nem sei.

deixo a dor me tomar, já que esse é o momento.
não posso fazer muito. infelizmente, ela cruzou o meu destino.

segunda-feira, julho 21


Hoje eu passei pela serra. E gostei tanto...
A última vez que fiz esse percurso, estava muito bem acompanhada. A noite transformou a cidade, e tudo era formado por estrelas que iluminavam a minha vista. ( bem Harry Potter, não?)

Já escrevi sobre a serra sim, mas, agora é diferente. Descobri que por algum motivo, eu a amo. E o que construí nessa passagem do meu caminho não se perde jamais. Em meu primeiro ano no Pedro II passava todas as manhãs pelas árvores pensando nas horas que seguiriam, em que eu o veria mais uma vez e assim, estava completa.

Hoje ela me remete a esse sentimento. A serra me estimula o pensamento, me dá vontade de escrever. A serra, graças a Deus, me dá vontade de viver.







Rio, 02.07.08

Daqueles dias sinto algo semelhante a um não sentimento, se é que isso é possível. No escuro do quarto meus olhos se acostumam a luz noturna que atrevidamente transpassa as frestas da janela, quase como um convite. 'venha até mim'

Fico horas escutando Coldplay antes de adormecer, pensando e sentindo tudo tão mais intenso... Como o zoom na fotografia, observo cada detalhe, cada palavra, cada cheiro que a lembrança comporta.

Da casa de minha avó, onde estou, o que mais me agrada é o dia seguinte e a hora da partida. É com alívio que deixo para trás aquela esquina verde e por vezes ensolarada do Grajaú. O mesmo alívio que me convida sempre a retornar em um dia semelhante ao mesmo. O silêncio dos quartos no andar de cima. O branco forte do banheiro da frente, novo. A água quente, corrente, que toca cada cm do meu corpo faz com que praticamente qualquer coisa valha a pena.

O limite entre o perfeito ao insuportável sempre existiu pra mim. Como o sapato apertado que tiramos do pé ao fim de uma longa caminhada, como a música que parecia perfeita nas primeiras 15678544 vezes em que cantamos, mas agora, não nos cabe mais nem o refrão. Como tudo que nos obriga a descartar qualquer tipo de aproximação.


Parece-me que simplesmente a casa da minha avó e tudo que a comporta tem o poder de intensificar qualquer emoção. Meus sentidos, minha dor ou amor... enfim, intensifica a mim.