segunda-feira, novembro 3

hoje em dia

não sei

mas tenho tido a impressão de que o tempo me desvirtuou um pouco.
e estranha a sensação de que estou tão longe do que eu sou. e tão perto do que posso vir a ser.

tenho saudade da época que levava as coisas mais a sério, mas ao mesmo tempo sem me cobrar tanto. saudade dos meus cabelos compridos, do tom inocente que sempre sobrepunha os detalhes do meu cotidiano...

eu tenho uma capacidade de realização tão grande, como fui me perder dela?

agora a minha força não é o bastante. e parece que tudo me arrasta para duas, três direções opostas ao mesmo tempo, o que me deixa estagnada.

chegou a um tal ponto que escolher se como pizza ou pão de queijo é complicado para mim.
é mais fácil colocar a escolha na mão do outro. tira-se a responsabilidade assim... de uma escolha infeliz, uma decepção. talvez eu precise de alguém para culpar. deve ser isso.


mas a vocês que passam os olhos por aqui vez ou outra,e principalmente a mim mesma, comunico:

um tempo diferente me aguarda!
sinto as mudanças no meu corpo, agora não há volta.

meu cabelo que antes estava nas orelhas agora bate no ombro.
minha vontade de dormir o dia inteiro deixando a vida passar, passou com aquele tempo...

preciso reconhecer a mulher que existe em mim, deixar de lado esse estigma de menininha, porque ele não condiz com a realidade, não faz mais parte da minha vida.

quinta-feira, outubro 23

sem mistérios



sem vontade de levantar
só quero minhas férias

quinta-feira, outubro 16

sol, 15 de outubro

todo dia deveria ser Dia do Professor.


ontem eu passei meu dia inteiro na praia. passei amando e nadando, como uma criança que tem medo de dormir e luta contra o próprio sono, sem saber se terá aquela mesma realidade quando acordar.

o sol queimou meus cabelos, minha pele...
e foi tão bom.


desse momento me lembro em especial das brincadeiras na água, quando fui carregada e derrepente fiquei leve como um saco de biscoito O Globo (sim, biscoito!) que por sinal, nem cheguei a comer :~


para ser franca, não sei bem porque insisto em colocar essas palavras aqui.
há um infinito no silêncio, e certas coisas não nasceram para serem descritas.


fica então, só o registro de algo que daqui a muito vou lembrar ao reler o velho blog.
como tudo por aqui, aliás.

sábado, setembro 27

menos um.



Você é só mais um no meio da multidão

E com tanta calma; e com tanta fúria
Rasgou em um tempo distante lenta e profundamente
O meu coração.

E esse sentir que de certo, nunca fez sentido
Nunca se fez sentir a não ser em mim mesmo
A não ser, em mim mesmo.

E porque se colocou, porque chamou minha atenção?

Você é só mais um no meio da minha multidão.
Mais um...

Menos um no meu coração
Somente no meu coração.

segunda-feira, setembro 8


Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vai, eu não fui

Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu

Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar e aonde ir
Mas não me pede pra voltar





Renato Russo

porque sempre existe uma puta.



é incrível.
sempre existe uma puta no caminho.

as vezes demora,
as vezes é breve.

mas aquele cheiro de podre que ela deixa sempre aparece.

não agüento a puta.
aquela meretriz, vagabunda.

que passa pela minha história
e ainda banca a boa moça;



queria eu, pegar meus dedos e envolver sua garganta
lentamente destruir cada ossinho, cada suspiro

acabar com o toque de sua pele,
passar a ferro seus dedos,
destruir a vida que envolve teus lábios.


lábios esses que me feriram;


tão profundamente que nem sei.

deixo a dor me tomar, já que esse é o momento.
não posso fazer muito. infelizmente, ela cruzou o meu destino.

segunda-feira, julho 21


Hoje eu passei pela serra. E gostei tanto...
A última vez que fiz esse percurso, estava muito bem acompanhada. A noite transformou a cidade, e tudo era formado por estrelas que iluminavam a minha vista. ( bem Harry Potter, não?)

Já escrevi sobre a serra sim, mas, agora é diferente. Descobri que por algum motivo, eu a amo. E o que construí nessa passagem do meu caminho não se perde jamais. Em meu primeiro ano no Pedro II passava todas as manhãs pelas árvores pensando nas horas que seguiriam, em que eu o veria mais uma vez e assim, estava completa.

Hoje ela me remete a esse sentimento. A serra me estimula o pensamento, me dá vontade de escrever. A serra, graças a Deus, me dá vontade de viver.