pela frente
de um lado
do outro
rente e quente
sempre.

quando ela chora não sei se é dos olhos para fora, não sei do que ri
eu não sei se ela agora está fora de si, ou se é o estilo de uma grande dama
quando me encara e desata os cabelos, não sei se ela está mesmo aqui
quando se joga na minha cama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é a tal
sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual
quando ela mente, não sei se ela deveras sente o que mente para mim
serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama?
quando vestida de preto dá-me um beijo seco, prevejo meu fim
e a cada vez que o perdão me clama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é demais
talvez nem me queira bem, porém faz um bem que ninguém me faz
eu não sei se ela sabe o que fez
quando fez o meu peito cantar outra vez...
quando ela jura, não sei por que Deus ela jura
que tem coração
e quando o meu coração se inflama
ela faz cinema
ela faz cinema
ela é assim
nunca será de ninguém, porém eu não sei viver sem
e fim.
traição tem gosto de prazer e morte.
e não há nada que se possa fazer.
algo morre lá dentro, e não volta a ser o que era antes...
acho que é o respeito. pelo menos, sobre certos aspéctos.
muda, transforma o ser; determina suas futuras ações.
é o tipo de ferida que, quando feita pela mão certa, pode até
parar de sangrar. mas continua doendo.
não se pode escapar. qualquer lugar escondido de seu subconciente
pode te levar a uma memória daquelas.
há certas viagens que eu prefiro dispensar...